O primeiro Majestoso de 2026, um dos confrontos mais aguardados do calendário do futebol paulista, foi palco de um jogo tenso e estratégico na Neo Química Arena. A partida, válida pela terceira rodada do Campeonato Paulista, marcou o primeiro desafio do São Paulo após a saída de Casares da presidência, e trouxe à tona debates sobre a escalação e o desempenho individual de alguns jogadores, especialmente o zagueiro Arboleda. A partida terminou empatada, com chances para ambos os lados, e acendeu o debate sobre o futuro da equipe são-paulina sob nova gestão.
A Mudança Tática e a Polêmica Escalada
O técnico Crespo optou por mudanças significativas na escalação titular do São Paulo para o Majestoso. A ausência de uma linha de três zagueiros, uma estratégia que vinha sendo utilizada em jogos anteriores, chamou a atenção. Arboleda e Alan Franco foram escalados como dupla de zaga, uma decisão que se mostrou controversa logo nos primeiros minutos da partida. A escolha tática visava, possivelmente, uma maior dinâmica na saída de bola e um jogo mais ofensivo, mas acabou expondo a defesa em alguns momentos cruciais.
A escalação com apenas dois zagueiros deixou a defesa do São Paulo mais vulnerável, especialmente em bolas aéreas. Um lance específico, logo no início do jogo, ilustrou essa fragilidade. Em uma jogada de bola levantada na área, Arboleda tentou antecipar o goleiro Rafael, mas acabou deixando a bola sobrou para Yuri Alberto, atacante do Corinthians, que teve a oportunidade de abrir o placar. A falha do zagueiro gerou uma onda de críticas nas redes sociais, com torcedores questionando a sua decisão e pedindo a sua substituição.
A Reação da Torcida e as Críticas a Arboleda
A torcida do São Paulo não poupou críticas a Arboleda após o lance da quase-defesa que resultou na chance para Yuri Alberto. As redes sociais se tornaram um espaço de debate acalorado, com comentários que variavam entre a indignação e a decepção. Muitos torcedores acusaram o zagueiro de tentar chamar a atenção de forma desnecessária, em vez de priorizar a defesa da equipe. Outros pediram abertamente a sua saída do clube, argumentando que ele não estava à altura do desafio de defender as cores do São Paulo em um clássico como o Majestoso.
As críticas a Arboleda se intensificaram ao longo da primeira etapa da partida. Torcedores questionaram a sua falta de posicionamento, a sua lentidão na marcação e a sua dificuldade em lidar com a velocidade dos atacantes do Corinthians. Alguns chegaram a ironizar o zagueiro, sugerindo que ele havia dado uma assistência para Yuri Alberto, em vez de tentar impedir o gol. A pressão da torcida se tornou um fator importante na avaliação do desempenho do São Paulo no primeiro tempo, e contribuiu para a insatisfação geral com o resultado parcial.
O Desempenho do São Paulo no Primeiro Tempo
O primeiro tempo do São Paulo foi marcado por dificuldades na marcação e na criação de jogadas ofensivas. Marcos Antônio e Danielzinho, titulares no Majestoso, demonstraram qualidade na saída de bola, mas a ausência de um volante de origem comprometeu o poder de marcação da equipe. Lucas e Tapia, os principais jogadores de criação do São Paulo, foram pouco acionados, e tiveram dificuldades em encontrar espaços na defesa do Corinthians. Luciano, escalado mais próximo do atacante chileno, também não conseguiu se destacar, e teve poucas oportunidades de finalizar.
A torcida do São Paulo começou a pedir a entrada de Calleri, centroavante que havia retornado na vitória diante do Novorizontino, ainda no primeiro tempo. A expectativa era que o argentino pudesse trazer mais dinamismo e poder de fogo para o ataque são-paulino. A ausência de Calleri no início da partida foi vista como uma aposta arriscada de Crespo, que preferiu manter Luciano em campo, apesar do seu desempenho abaixo do esperado. A torcida acompanhou atentamente cada lance do clássico, na esperança de ver o São Paulo reagir e assumir o controle da partida.
O Majestoso de 2026, apesar de ter terminado empatado, deixou claro que o São Paulo ainda precisa ajustar alguns aspectos táticos e técnicos para se tornar um time mais competitivo. A saída de Casares da presidência, as mudanças na escalação e as críticas à atuação de alguns jogadores são elementos que devem ser levados em consideração na análise do desempenho da equipe. O futuro do São Paulo no Campeonato Paulista dependerá da capacidade de Crespo em encontrar a melhor formação e em motivar os jogadores a darem o seu máximo em cada partida.

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