A renovação de Neymar com o Santos até 2026 reacendeu o debate sobre seu papel na seleção brasileira e suas chances de disputar a Copa do Mundo. Aos 32 anos, o craque busca recuperar a forma física e o brilho em sua volta ao clube que o projetou para o mundo, com o objetivo de impressionar o novo técnico, Carlo Ancelotti, e garantir uma vaga na lista de convocados para os amistosos de março contra França e Croácia, nos Estados Unidos. A análise de Tostão, tricampeão mundial em 1970, aponta para a necessidade de uma adaptação tática e um retorno à intensidade que marcaram o auge da carreira de Neymar para que ele possa ser relevante na seleção.
Neymar de volta ao Santos: um recomeço estratégico para a Copa do Mundo
A decisão de Neymar em retornar ao Santos, clube onde se tornou um ídolo e conquistou seus primeiros títulos, é vista como um movimento estratégico para recuperar o ritmo de jogo e a confiança abaladas por lesões recentes. A temporada de 2024 se apresenta como um período crucial para o astro, que terá a oportunidade de jogar ao lado de Gabigol, formando um ataque temido e buscando o sucesso no Campeonato Brasileiro e na Copa Libertadores. O bom desempenho no clube paulista será fundamental para convencer Carlo Ancelotti de que ele ainda possui condições de contribuir para a seleção brasileira.
Amistosos de março: a primeira chance de Ancelotti avaliar Neymar
Os amistosos contra França e Croácia, agendados para os dias 26 e 31 de março, respectivamente, representam a primeira oportunidade para Carlo Ancelotti avaliar Neymar de perto e definir seu papel na seleção. A expectativa é que o técnico italiano adote uma postura pragmática e priorize jogadores em boa forma e que se encaixem em seu esquema tático. Neymar precisará mostrar que recuperou a velocidade, o drible e a capacidade de decisão para conquistar a confiança de Ancelotti e garantir uma vaga na convocação para a Copa do Mundo.
A análise de Tostão: mudança de posicionamento e retorno à intensidade
Em sua coluna no jornal ‘Folha de São Paulo’, Tostão analisou a situação de Neymar e apontou a necessidade de uma mudança de posicionamento e um retorno à intensidade que marcaram o auge de sua carreira. O tricampeão mundial em 1970 sugeriu que Neymar atue como meia centralizado, na vaga de Matheus Cunha, participando da marcação e se movimentando entre as intermediárias. Essa alteração tática exigiria um maior comprometimento defensivo e um jogo mais dinâmico, explorando a sua capacidade de criação e passe.
A evolução tática de Neymar e a necessidade de adaptação
Tostão ressaltou que Neymar passou por uma evolução tática nos últimos anos, deixando de atuar como um ponta que parte para o drible e se tornando um jogador mais centralizado, buscando iniciar grandes jogadas individuais em espaços reduzidos. No entanto, o comentarista alertou que essa nova forma de jogar tem se mostrado menos eficaz, pois Neymar acaba sendo facilmente desarmado ou derrubado, prejudicando as transições rápidas e as trocas de passes da equipe. Para Tostão, Neymar precisa resgatar a intensidade e a explosão que o consagraram, voltando a partir para o drible e a buscar o gol com mais frequência.
O desafio de Neymar: recuperar a forma e convencer Ancelotti
O caminho de Neymar para a Copa do Mundo não será fácil. Além de recuperar a forma física e o ritmo de jogo, ele precisará convencer Carlo Ancelotti de que ainda é capaz de fazer a diferença na seleção brasileira. A mudança de posicionamento sugerida por Tostão exigirá um grande esforço de adaptação e um comprometimento total com o esquema tático da equipe. A torcida brasileira espera que Neymar possa superar os desafios e voltar a brilhar, liderando a seleção em busca do hexacampeonato mundial. A renovação com o Santos é apenas o primeiro passo de uma jornada que promete ser emocionante e repleta de expectativas.

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