O placar de 6 a 0 sofrido pelo São Paulo contra o Fluminense, no Maracanã, pela 36ª rodada do Brasileirão Betano, em 2025, é um reflexo contundente de uma temporada marcada por inúmeros desafios e um elenco constantemente dizimado por lesões. O resultado expressivo, que não se via há 24 anos em derrotas do Tricolor Paulista, lança um holofote sobre as dificuldades enfrentadas ao longo do ano e a necessidade urgente de planejamento para o futuro.
Um resultado histórico e doloroso para o São Paulo
A sonora derrota por seis a zero imposta pelo Fluminense no lendário Maracanã, em partida válida pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro Betano de 2025, não foi apenas um placar desfavorável. Representou um marco negativo na história recente do São Paulo Futebol Clube, evidenciando um ano de profunda dificuldade. Para se ter uma dimensão da gravidade, o Tricolor Paulista não amargava uma derrota com um saldo tão elástico há mais de duas décadas. A última vez que um resultado tão avassalador aconteceu foi em 2001, quando o time paulista foi superado pelo Vasco da Gama pelo placar de 7 a 1, em um jogo que se tornou uma memória dolorosa para a torcida são-paulina e que ainda é lembrado com apreensão. Neste longo período, o São Paulo só havia sofrido seis gols em uma única partida em 2015, em um clássico contra o arquirrival Corinthians, onde saiu derrotado por 6 a 1. Agora, em 2025, o cenário se repetiu, pintando um quadro sombrio e preocupante para o clube.
O elenco sobrou em desfalques e desgaste físico extremo
A goleada sofrida para o Fluminense, sob o comando de Luis Zubeldía, escancarou uma fragilidade que, na verdade, já era um problema crônico e amplamente conhecido: o alto número de lesões. Na noite fatídica da derrota, o elenco do São Paulo contava com 13 jogadores entregues ao departamento médico e mais dois suspensos, o que limitava drasticamente as opções do técnico. A sangria de baixas tem sido uma constante nas últimas semanas, sem qualquer trégua. Luciano, um dos atletas mais resilientes e que demonstrava boa condição física ao longo de toda a temporada, foi a última peça a integrar a lista de ausentes antes do confronto contra o Fluminense. Os números são alarmantes e confirmam a dimensão da crise física. Em 2025, o clube registrou impressionantes 70 lesões, um número superior ao total de partidas disputadas no ano, que foram 64. Essa desproporção gritante comprometeu severamente o rendimento coletivo da equipe e teve uma influência direta e negativa na campanha geral do São Paulo no campeonato. A dificuldade em manter uma escalação titular consistente e a constante necessidade de improvisação foram fatores determinantes para o desempenho abaixo do esperado. A gestão física do elenco se mostrou um dos maiores gargalos desta temporada, exigindo uma revisão profunda para evitar que tais problemas se repitam.
Um alerta vermelho ligado para a temporada de 2026
A realidade apresentada em campo, com um elenco exaurido e a impossibilidade de realizar substituições com qualidade, serve como um sinal claro de alerta para o planejamento da temporada de 2026. Os dados estatísticos revelam a dimensão do problema: apenas dez atletas da equipe principal passaram ilesos pelo departamento médico ao longo de todo o ano de 2025. São eles: Bobadilla, Felipe Preis, Maílton, Negrucci, Nicolas Bosshardt, Patryck, Rafael, Rigoni, Sabino e Gonzalo Tapia. Todos os demais jogadores do elenco sofreram ao menos um problema físico, resultando em desfalques em diversos momentos cruciais da temporada. Diante do Fluminense, a lista de opções disponíveis no banco de reservas era escassa, contando com apenas dez atletas, muitos deles oriundos da base de Cotia, o que demonstrava a falta de opções qualificadas e a dependência de jovens promissores. Qualquer substituição realizada exigia um cálculo cirúrgico e uma análise minuciosa das condições físicas dos atletas. Faltando apenas duas rodadas para o encerramento da temporada de 2025, o clube chega ao final de mais um ano sem a devida reposição de peças, sem força física e com o desgaste de seus jogadores no limite. A reflexão sobre o que deu errado e a reestruturação do departamento médico e da preparação física são passos essenciais para que o São Paulo possa competir em alto nível no próximo ano, evitando repetir os mesmos erros e as mesmas mazelas que assolaram a equipe em 2025.

Escritor especializado em cobrir notícias sobre o mundo do futebol. Apaixonado por contar as histórias por trás dos jogos e dos jogadores







