O Santos demonstrou resiliência ao buscar um empate contra o Internacional em Porto Alegre, mas o resultado insuficiente mantém o clube santista dentro da incômoda zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. A partida, que evidenciou a instabilidade da equipe alvinegra, gerou debates acalorados e análises críticas sobre o desempenho e as escolhas táticas. O Peixe, que busca desesperadamente se afastar das últimas posições, ainda não conseguiu encontrar a consistência necessária para almejar voos mais altos na competição nacional.
Análise Detalhada da Atuação Santista em Porto Alegre
A partida disputada contra o Internacional, no Beira-Rio, revelou uma série de desafios para o Santos. Apesar da luta e da capacidade de buscar a igualdade no placar, a performance geral da equipe foi questionada, especialmente no que diz respeito à primeira etapa do confronto. A falta de entrosamento e a variação na escalação foram pontos que chamaram a atenção, impactando diretamente o ritmo e a fluidez do jogo. Em um cenário de alta competitividade como o Brasileirão, cada ponto conquistado é crucial, e o empate fora de casa, embora evite uma derrota, não representa um salto significativo na busca pela permanência na elite do futebol brasileiro.
A estratégia de alterações na equipe, promovida pelo técnico Juan Pablo Vojvoda, foi um dos focos de intensa análise. Sete mudanças em relação ao time que vinha obtendo resultados positivos contra adversários como Palmeiras e Mirassol foram apontadas como um fator que quebrou a dinâmica e o ritmo que a equipe vinha construindo. Essa variação, segundo críticos, pode ter comprometido a coesão do elenco, dificultando a execução das jogadas e a imposição do estilo de jogo santista em um campo desafiador como o do Internacional. A dificuldade em manter uma linha de jogo consistente ao longo dos noventa minutos é um obstáculo que a comissão técnica precisa transpor.
Críticas Incisivas à Escalação e ao Desempenho Individual
O comentarista Fabio Sormani, em sua participação no programa Debate Placar, não poupou críticas à maneira como o Santos foi escalado e se apresentou em campo. A atuação na primeira metade do jogo foi descrita como “desastrosa” e “tenebrosa”, indicando uma performance aquém do esperado e que, segundo o analista, poderia ter resultado em um placar mais desfavorável para o Peixe. A falta de ímpeto, a ausência de criatividade e a dificuldade em criar chances claras de gol foram aspectos que permearam a análise, levantando questionamentos sobre as decisões táticas e a preparação da equipe para enfrentar um adversário de peso como o Colorado.
A necessidade de uma avaliação profunda sobre a performance individual de alguns atletas também se fez presente. A insistência em escalar determinados jogadores, mesmo quando o desempenho não justifica, gera debates sobre a gestão do elenco e a formação de uma equipe competitiva. Em um clube com uma rica história de formação de talentos, a priorização de atletas emprestados sobre jovens promessas da base pode gerar insatisfação e afastar o torcedor. Essa dicotomia entre a necessidade de resultados imediatos e o investimento em futuras gerações é um dilema constante no futebol brasileiro, e o Santos não está imune a essas discussões.
O Caso Victor Hugo: Uma Discussão Necessária
Um dos pontos mais polêmicos levantados pelo comentarista Fabio Sormani foi a utilização do meia Victor Hugo. O jogador, que está no Santos cedido pelo Flamengo, foi alvo de críticas severas em relação à sua entrega e contribuição em campo. Sormani questionou a persistência do técnico em mantê-lo na equipe, argumentando que a presença do atleta se assemelhava a ter “um a menos em campo”. Essa observação, para além da crítica individual, carrega um peso maior ao considerar o espaço que Victor Hugo ocupa e que, na visão de Sormani, poderia ser preenchido por jovens talentos formados no próprio clube.
A discussão sobre Victor Hugo abrange a questão do aproveitamento da base. O meia Gabriel Bontempo, uma das esperanças santistas para o futuro, foi citado como um exemplo de atleta que poderia ter mais oportunidades, impulsionando seu desenvolvimento e, consequentemente, agregando valor ao próprio Santos. A alegação de que um jogador emprestado está “tomando espaço de quem é do clube e é muito melhor que ele” evidencia um sentimento de frustração e a esperança por uma valorização maior dos pratas da casa, que representam a identidade e o futuro do alvinegro praiano. A gestão de empréstimos e a integração de jovens atletas são estratégicos para a sustentabilidade de qualquer clube.
Próximo Compromisso: Um Duelo Crucial em Busca da Recuperação
O foco do Santos agora se volta para o próximo desafio, que se apresenta como uma oportunidade crucial para iniciar uma reação e se afastar da zona de perigo. Na noite desta sexta-feira, o Peixe terá a chance de jogar em seus domínios e reencontrar o caminho das vitórias contra o Sport. A 36ª rodada do Campeonato Brasileiro Betano reserva um confronto direto na luta pela permanência, onde cada ponto será disputado com unhas e dentes. A torcida santista espera que a equipe consiga impor seu ritmo, demonstrar maior consistência e, acima de tudo, conquistar os três pontos que podem trazer um alívio necessário na reta final da competição.
A necessidade de uma vitória em casa é inegável. Jogar no estádio da Vila Belmiro, um palco histórico e com o apoio fervoroso de sua torcida, deve ser um fator de motivação extra para os jogadores. A equipe precisa demonstrar a força que possui em seu território e converter as chances criadas em gols. A pressão aumenta a cada rodada para os times que se encontram na parte inferior da tabela, e o Santos precisa provar que tem condições de superar essa adversidade e garantir sua permanência na Série A. A preparação para este confronto contra o Sport deve ser intensa, com foco na correção dos erros e na potencialização das virtudes que a equipe demonstrar.

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