A equipe santista vive um momento crucial na temporada, buscando consolidar sua permanência na elite do futebol nacional. Em meio a essa batalha, o técnico Juan Pablo Vojvoda tem implementado mudanças significativas no setor de meio-campo, o que resultou na perda de espaço de um jogador experiente e considerado por muitos como um “general” em outras épocas.
João Schmidt e Zé Rafael emergiram como peças fundamentais no esquema tático, garantindo solidez e intensidade em todas as fases do jogo. A ascensão de Willian Arão nas últimas partidas, elevando seu desempenho e se firmando como a terceira opção preferencial do comandante argentino, completou um trio que se tornou a espinha dorsal do Peixe para os embates decisivos do Brasileirão.
Diante desse cenário, o volante Tomás Rincón, outrora peça importante em diferentes momentos, viu sua participação em campo praticamente desaparecer. Sua última aparição oficial ocorreu em 5 de outubro, durante a derrota para o Ceará, onde atuou improvisado na lateral, sendo substituído ainda no intervalo e, desde então, não voltou a ser acionado pela equipe principal.
A Perda de Espaço e a Nova Dinâmica do Meio-Campo
A chegada de Juan Pablo Vojvoda ao comando técnico do Santos trouxe consigo uma reformulação na forma como o meio-campo é concebido e executado. O argentino, conhecido por sua capacidade de adaptação e imposição de seu estilo, optou por um trio que demonstra sincronia e entrega tática nas partidas mais importantes. João Schmidt, com sua leitura de jogo e capacidade de marcação, e Zé Rafael, com sua mobilidade e bom passe, estabeleceram uma parceria sólida. A evolução de Willian Arão, que redescobriu seu melhor futebol e se tornou um elemento confiável para o treinador, solidificou essa nova ordem.
Essa configuração do meio-campo, que prioriza a intensidade e a constante participação na construção das jogadas, tem deixado Tomás Rincón à margem das opções. O jogador venezuelano, cujo estilo de jogo é mais posicional e menos inclinado à dinâmica que o técnico busca, tem enfrentado dificuldades para se encaixar nos planos imediatos de Vojvoda. A escolha do treinador reflete uma clara priorização de características que se alinham à sua filosofia de jogo para a reta final do campeonato.
O Período de Inatividade e a Recuperação Física
Após a última atuação, em 5 de outubro, Rincón ainda precisou lidar com um edema na panturrilha esquerda. Essa lesão o afastou dos gramados por três rodadas importantes do Brasileirão. No entanto, mesmo com a recuperação física completa, o jogador tem figurado no banco de reservas em todas as partidas subsequentes. Contra Fortaleza, Palmeiras, Flamengo e Mirassol, o volante esteve à disposição, mas Vojvoda optou por não utilizá-lo, sinalizando uma saída do jogador dos planos do treinador para os confrontos cruciais.
Essa decisão não se baseia apenas em questões táticas, mas também em uma avaliação do momento e do encaixe dos atletas no modelo de jogo proposto. A busca por intensidade, mobilidade e uma participação constante na articulação ofensiva são os pilares que sustentam as escolhas de Vojvoda. Nesse contexto, o perfil mais posicional de Rincón, que não se mostra tão dinâmico quanto os companheiros de meio-campo, o coloca em desvantagem para as necessidades atuais da equipe santista.
O Futuro Incerto do “General”
Apesar de ter participado de 30 partidas em 2025, sendo 16 delas pelo Brasileirão, Tomás Rincón viu seu espaço diminuir drasticamente com o avançar da competição. Sua contribuição total pelo Santos, desde a chegada, soma 74 jogos e dois gols. O contrato do jogador com o clube paulista é válido até dezembro de 2026. Contudo, o cenário atual levanta sérias interrogações sobre seu futuro na equipe, caso a tendência de ausência em campo se mantenha na virada da temporada. A falta de minutos e a consequente perda de ritmo podem impactar negativamente a carreira do experiente volante.
Uma Reta Final Decisiva Sem o Protagonismo de Rincón
Com o Santos imerso na luta contra o rebaixamento e encarando adversários diretos nas rodadas derradeiras do Campeonato Brasileiro, a prioridade de Juan Pablo Vojvoda é manter a estabilidade da equipe. O treinador já deixou claro que confia na espinha dorsal que vem atuando nas últimas partidas. Essa sinalização indica que Tomás Rincón continuará sendo uma opção mais remota, possivelmente para situações de emergência. A perspectiva é de uma reta final de temporada em que o experiente jogador, outrora peça chave, terá um papel secundário, deixando os torcedores e o próprio atleta em compasso de espera quanto ao futuro.

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